O Leitor
Mas se este amor de verão perdurasse por toda a vida, apesar da distância entre o casal? Este é o drama que vive o personagem principal do filme. O Leitor é um adolescente que, carente, se encanta pela cobradora do bonde que o ajuda em um dia no qual ele passa mal na volta para casa.

Quem nunca teve um amor de verão?
Encantado pela beleza da moça, ele desconhece seu passado nos campos de concentração e "troca", de uma certa forma, seu poder de leitura pelo poder dela de o "tornar homem".
Muito mais do que apenas mais um filme sobre as consequências do holocausto, "O Leitor" nos faz alternar continuamente nossa posição entre a cadeira de réu e de vítima, tentando nos mostrar a tênue linha entre o bem e o mal, o certo e o errado. Mais ainda, o filme nos coloca contra a parede, mostrando o quanto a vaidade humana pode destruir nossa vida e o quanto a atitude e o oportunismo podem virar um jogo.
Como ponto marcante do filme, o ressentimento do então senhor-leitor, que não o permite acolher sua amada no momento em que ela sairia do único mundo que conhecia e no qual se sentia segura, nos sacode na cadeira e nos expulsa tanto da posição de réu quanto da posição de vítima, arremessando-nos para o nosso próprio lugar.

E o seu lugar? Qual é?
Entre a ingenuidade do adolescente, o ressentimento do senhor leitor, a visão puramente capitalista da vítima do holocausto e a vaidade da cobradora, onde você fica?

Quem nunca teve um amor de verão?
Encantado pela beleza da moça, ele desconhece seu passado nos campos de concentração e "troca", de uma certa forma, seu poder de leitura pelo poder dela de o "tornar homem".
Muito mais do que apenas mais um filme sobre as consequências do holocausto, "O Leitor" nos faz alternar continuamente nossa posição entre a cadeira de réu e de vítima, tentando nos mostrar a tênue linha entre o bem e o mal, o certo e o errado. Mais ainda, o filme nos coloca contra a parede, mostrando o quanto a vaidade humana pode destruir nossa vida e o quanto a atitude e o oportunismo podem virar um jogo.
Como ponto marcante do filme, o ressentimento do então senhor-leitor, que não o permite acolher sua amada no momento em que ela sairia do único mundo que conhecia e no qual se sentia segura, nos sacode na cadeira e nos expulsa tanto da posição de réu quanto da posição de vítima, arremessando-nos para o nosso próprio lugar.
E o seu lugar? Qual é?
Entre a ingenuidade do adolescente, o ressentimento do senhor leitor, a visão puramente capitalista da vítima do holocausto e a vaidade da cobradora, onde você fica?

